Masturbação, conheça o seu próprio corpo

A masturbação não é uma doença nem nem um ato de loucura, muito pelo contrário, as pessoas que se masturbam tem uma vida sexual muito mais saudável e estão muito mais preparadas para o sexo do que as recalcadas que acham a masturbação a pior coisa do mundo. Essas pessoas não sabem o que estão a perder.

A masturbação é um ato de conhecimento do próprio corpo.

Até 1975, a masturbação era vista pela medicina como um distúrbio sexual. Depois, passou a ser considerada uma possibilidade para as pessoas que não tinham acesso a outras formas de sexo. Desde o final do século XX, os especialistas são unânimes ao afirmar que a prática é saudável e necessária, mesmo para quem está satisfeito(a) com a vida sexual a dois. O ato é defendido como parte do desenvolvimento sexual de uma pessoa normal. É claro que a pessoa que sente uma necessidade compulsiva de se masturbar precisa de uma ajuda profissional, pois, como tudo na vida, o excesso não é normal.

A masturbação é observada em muitas espécies de mamíferos, especialmente nos grandes primatas. Na espécie humana, a masturbação é comum em ambos os sexos e em uma larga faixa etária, iniciando-se no início da puberdade.

Qual foi o adolescente que nunca passou horas trancado no WC a masturbar-se

Adolescente a masturbar-se

No caso dos homens, a masturbação é quase que um caminho natural que começa a ser trilhado geralmente na adolescência, quando a vontade sexual começa a desenvolver-se e as raparigas de minissaia ou de calções curtos começam a chamar mais a atenção. Mas para a maioria das mulheres, ainda é necessário quase uma prescrição médica, para que elas descubram a masturbação.

Apesar de todas as lutas e conquistas das mulheres modernas, a masturbação ainda é vista com receio, distância ou constrangimento por uma boa parte da população feminina. Esta foi a conclusão de uma pesquisa feita no Brasil, liderada pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Falamos com 8,2 mil pessoas de vários estados para mapear o comportamento afetivo-sexual do brasileiro. Apenas 3% dos homens disseram que nunca haviam se masturbado. Entre as mulheres, a percentagem foi de quase 40%. A grande maioria confessou ter desejo de tocar-se, mas não o fazia por vergonha.”

Segundo a psiquiatra Carmita Abdo, “As crianças, de ambos os sexos, começam a masturbar-se por volta dos 4 anos. Na infância, a masturbação é uma descarga de tensão, sem caráter erótico. “Nos garotos, esse comportamento é conhecido e bem tolerado. Nas garotas, que sentem o mesmo impulso, a conotação é muito mais negativa e, normalmente, repreendida enfaticamente pela família. Como resultado, as mulheres chegam à idade adulta sem conhecer o próprio corpo, sem entender o seu prazer e com uma desfasagem grande em relação aos parceiros”.

A religião foi um fator chave para a construção dessa imagem suja e proibida. A moral judaico-cristã só permitia o sexo para procriação e jogou a culpa sobre o resto. Para as mulheres, a restrição significou a anulação da sexualidade.

Segundo a sexóloga Brasileira Ana Cláudia Alvim Simão, “Proibir a masturbação foi uma forma de dominar a mulher, tirar dela qualquer expressão de independência e autonomia”.

O peso histórico da carga negativa e pecaminosa dessa atividade ainda está muito enraizada na sociedade, inibindo algumas pessoas da vivência plena da sua sexualidade, ou mesmo atrofiando o seu natural desenvolvimento psicossexual.

A masturbação é o ato de estimular os órgãos genitais, manualmente ou por meio de objetos, com o objetivo de obter prazer sexual, seguido ou não de orgasmo, sendo uma prática sexual não-penetrativa. Esta prática pode ser auto-aplicada, quando a pessoa que promove a estimulação é a mesma que a recebe ou pode ser aplicada a uma pessoa diferente, quando a que promove a estimulação a promove em outra.

Como é bom masturbar-se

Se é bom sozinho, imaginem à dois!

É isso mesmo, a masturbação entre o casal é uma das melhores coisas para aprofundar a intimidade entre ambos. Deixem-se explorar o corpo um do outro. Tentem isso e vocês irão ver do que estou a falar.

Vejam abaixo uma entrevista à Carmita Abdo, coordenadora da pesquisa realizada sobre o comportamento afetivo-sexual dos brasileiros.

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